A Prof.ª Dr.ª Sara Ribeiro, médica oftalmologista com diferenciação em Oculoplástica, esteve recentemente no programa Consultório, do Porto Canal, para uma esclarecedora entrevista sobre a cirurgia das pálpebras — conhecida clinicamente como blefaroplastia.
Durante a conversa, a especialista desmistificou preconceitos e sublinhou a importância de encarar este procedimento não apenas como uma intervenção estética, mas sim como um tratamento crucial para a funcionalidade ocular e para a qualidade de vida dos pacientes.
As queixas mais comuns e a vertente funcional
Ao contrário do que se pensava no passado, a procura por esta cirurgia já não se restringe a idades mais avançadas ou a motivos puramente estéticos. Hoje em dia, pacientes cada vez mais jovens e de ambos os sexos procuram o consultório.
“O doente que se propõe a uma cirurgia de blefaroplastia começa por sentir que a região periocular está envelhecida, sente os olhos pesados — sobretudo ao final do dia — e apresenta dificuldade na abertura da fenda palpebral”, explicou a Prof.ª Dr.ª Sara Ribeiro. O excesso de pele, em especial na zona lateral, pode mesmo causarlimitações no campo visual periférico, afetando tarefas diárias como a condução ou a leitura.
Um procedimento milimétrico e personalizado
A Prof.ª Dr.ª Sara Ribeiro reforçou que nenhuma cirurgia é igual a outra. O sucesso reside numa avaliação detalhada das expectativas e da própria anatomia do paciente, que pode passar pela correção conjunta da cauda da sobrancelha ou de uma ptose palpebral (pálpebra caída por fraqueza muscular).
Para quem receia a intervenção, a especialista deixou mensagens de tranquilidade:
- Anestesia: o procedimento é realizado sob sedação e anestesia local, em regime de ambulatório (o paciente regressa a casa no próprio dia).
- Dor: é praticamente indolor, sendo muitas vezes controlada apenas com analgésicos comuns nos primeiros dias.
- Recuperação: exige cerca de uma semana de maior resguardo para aplicação de gelo e cuidados com a sutura.
- Cicatriz: fica estrategicamente posicionada no sulco natural da pálpebra superior, tornando-se impercetível após alguns meses.
Por ter formação de base em oftalmologia, o oculoplástico realiza um exame ocular rigoroso antes de qualquer procedimento. As pálpebras são o escudo protetor dos olhos e qualquer intervenção incorreta pode resultar em complicações graves, como olho seco severo ou lagoftalmo (incapacidade de fechar totalmente os olhos). Assim, garantir a saúde e a lubrificação do olho é tão importante quanto alcançar o resultado estético desejado.
Convidamo-lo a assistir à participação da Prof.ª Dr.ª Sara Ribeiro no Porto Canal e a saber mais sobre como recuperar a jovialidade e o conforto do seu olhar. Assista em baixo ao vídeo.
Prof.ª Dr.ª Sara Ribeiro cédula nº 57538 emitida pela Ordem dos Médicos, Oftalmologista no Hospital Lusíadas Paços de Ferreira e Porto.
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